Guilherme da Silveira — nome português de Willem van der Haegen — foi um nobre flamengo que, no século XVI, estabeleceu-se no extremo oriental de São Jorge e deu origem ao povoado do Topo.
De Flandres aos Açores
Como muitos colonos da primeira fase açoriana, Willem van der Haegen veio das regiões comerciais de Flandres, atraído pelas oportunidades agrícolas e pelo regime de capitanias instituído pela Coroa portuguesa. A sua presença ilustra o papel dos «flamengos» no povoamento do arquipélago — agricultores, comerciantes e artesãos que trouxeram técnicas e hábitos do norte da Europa.
O Topo
Guilherme escolheu a costa oriental da ilha, onde o relevo permitia acesso ao mar e à terra cultivável. Ali fundou a sua casa e a comunidade que evoluiu para a freguesia e concelho do Topo. Foi sepultado na capela dos Tiagos, numa das memórias mais antigas da paróquia.
O porto do Topo, melhorado nos séculos seguintes, tornou-se um ponto de ligação entre São Jorge, Terceira e outras ilhas — papel narrado em Pesca e o Mar.
Memória
O nome flamengo e a fundação do Topo são lembrados na história local como exemplo da diversidade dos primeiros povoadores. A costa oriental da ilha — fajãs, falésias e o horizonte aberto sobre o Atlântico — continua a definir a identidade do concelho que Guilherme ajudou a criar.
